Coluna de Alma
Seguro o céu nos ombros,
feito alicerce invisível,
como se meu corpo fosse concreto
e não carne,
e não alma,
e não cansaço.
Me cobram firmeza
enquanto rachaduras nascem sob meus pés.
Me pedem entrega,
mas ninguém vê o que já foi dado.
Se o mundo é cego,
quem cuida da luz que vacila?
Quem segura o sol
quando ele teme cair?
Hoje, só hoje,
me deixa ser abrigo, descanso,
vento leve entre as frestas do peito.
Hoje, só hoje,
me deixa soltar o peso
sem medo de desabar.
Edna Santana Dinha Inocente
Enviado por Edna Santana Dinha Inocente em 07/04/2025
Alterado em 12/04/2025
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