Soneto do Amor Revelado
Eu… amo? Não sei, às vezes é
difícil pensar, sentir o que
não é… mas é, sem querer,
me encontro em você, em nós, e no "quê".
Nos olhos, um… algo, talvez,
não dito, não sabe se é amor?
Mas no abraço — é mais que paz,
mais que… palavras que não cabem em dor.
E o que dizemos, sim, e o que não
dizemos, bem, há algo aqui, que
fica, que cresce e se faz, sem razão,
sem sentido, mas… é tudo, é bem-vindo.
Te amo, ou não? Ah, veja bem,
não sei, mas já sei: sou teu, e você também.
Edna Santana Dinha Inocente
Enviado por Edna Santana Dinha Inocente em 17/05/2025