Continente Viela
Favela Preta é Continente
Aqui, o batente é tambor.
Aqui, a reza é resistência.
Aqui, cada viela é um poema
escrito com sangue e esperança.
Somos a cor que constrói
os andares da cidade ingrata.
Somos a mão que serve o banquete,
mas não come nem a salada.
E ainda assim sorrimos.
Com dente de ouro e gargalhada.
Porque preto é também brilho,
mesmo na quebrada.
Edna Santana Dinha Inocente
Enviado por Edna Santana Dinha Inocente em 09/10/2025
Alterado em 02/04/2026
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